Como o teste funciona
Escolha uma ou três vidas e pressione Iniciar. A tela escurece e mostra uma grade de nove quadrados. Depois de uma pausa curta, os quadrados acendem um depois do outro: cada um fica aceso por meio segundo, com um quarto de segundo de escuro antes do próximo. Então o título muda para "Sua vez" e você toca os mesmos quadrados na mesma ordem, na tela ou com as teclas 1 a 9.
- Sequência certa: aparece "Certo" por um instante e a sequência toca de novo com um quadrado a mais no final. A primeira rodada tem um quadrado, a segunda dois, e assim por diante.
- Toque errado: a rodada acaba na hora. O quadrado que deveria vir em seguida acende e o seu toque fica marcado com ×. Se ainda restam vidas, você pressiona Próximo e tenta o mesmo tamanho de novo, com o mesmo começo e um último quadrado novo; se não, o teste termina.
- Aba oculta: se a aba fica escondida enquanto a sequência toca, você não perde vida. A mesma sequência simplesmente toca de novo, porque quadrados que você não conseguiu ver não medem nada.
No fim, Ver resultado fecha a tela e o cartão de resultado mostra a maior sequência que você repetiu e o seu recorde para aquela opção de vidas neste aparelho. Esc ou o botão × saem antes sem resultado, porque um teste que você mesmo interrompeu não mostra onde a sua memória chega ao limite. O teste não cronometra os seus toques: leve o tempo que precisar, só a ordem conta.
O que o resultado significa
O teste mede a memória de trabalho visuoespacial, a parte da memória de curto prazo que guarda onde as coisas estavam e em que ordem apareceram. Os psicólogos chamam a versão clássica de teste de blocos de Corsi, em homenagem a Philip Corsi, que a descreveu em 1972 como a contraparte espacial da amplitude de dígitos. Ela ainda é usada em pesquisas sobre memória e em avaliações clínicas, em geral com nove blocos colocados de forma irregular sobre uma prancha.
Esta versão é mais fácil de ensaiar do que a clínica. A grade é regular, então dá para ler a sequência como um caminho ou uma forma, e cada rodada repete a sequência anterior em vez de começar do zero. Por isso os resultados aqui tendem a ficar acima das cinco ou seis posições típicas do teste de Corsi. Como referência aproximada:
- Quatro ou menos. Abaixo da faixa comum. Cansaço, distração ou primeira tentativa são os motivos mais frequentes.
- De cinco a oito. Um resultado comum na primeira tentativa.
- De nove a doze. Bom. Quem chega aqui quase sempre encontrou um jeito de guardar a sequência como um todo.
- Treze ou mais. Muito bom, e quase sempre fruto de uma estratégia consciente.
Um único teste é pouco confiável: uma sequência que pula de um lado para o outro da grade é bem mais difícil do que uma que dá a volta pela borda. Vários testes, ou a opção de três vidas, dão uma imagem mais estável.
Como melhorar a pontuação
Não tente decorar as posições uma por uma. Acompanhe a sequência inteira como um trajeto e dê uma forma aos movimentos: um canto, uma diagonal, um zigue-zague de volta ao meio. Tem gente que dá nome aos quadrados mentalmente (em cima à esquerda, centro, embaixo à direita), o que transforma a sequência em palavras e põe a memória verbal para trabalhar junto. Mantenha os olhos no centro da grade, assim todos os quadrados ficam à vista sem mexer o olhar, e comece a tocar logo, enquanto o caminho ainda está fresco. No celular, deixe o polegar que toca longe da grade enquanto os quadrados acendem, para que a sua própria mão não esconda nenhum deles.
Quando levar um resultado baixo a sério
Este é um autoteste rápido, para curiosidade e treino, não uma avaliação médica. Uma pontuação baixa numa noite diz mais sobre aquela noite do que sobre a sua memória: sono ruim, estresse, álcool e até o tédio derrubam o resultado. Se você ou alguém próximo percebe problemas persistentes no dia a dia, como se perder em trajetos conhecidos ou esquecer onde guardou as coisas, converse com um médico. Uma avaliação de verdade olha muito mais do que um teste e pode encontrar causas que muitas vezes têm tratamento.
Perguntas frequentes
Qual é uma boa pontuação no teste de memória de sequência?
Não existe uma norma oficial para este formato exato, mas como referência aproximada de cinco a oito quadrados é comum na primeira tentativa, de nove a doze é bom, e resultados bem acima disso costumam vir de uma estratégia, como enxergar a sequência como um desenho. No clássico teste de blocos de Corsi, em que os blocos ficam espalhados e cada tentativa é uma sequência nova, o adulto típico fica em torno de cinco a seis posições.
A sequência muda a cada rodada?
Não. Depois de uma resposta certa, a mesma sequência toca de novo desde o começo com um quadrado novo no final, como no jogo Genius (Simon). Você só precisa acrescentar uma posição ao que já guardou, mas ainda tem que repetir a sequência inteira. Depois de um erro, se ainda restam vidas, você tenta o mesmo tamanho de novo: a sequência começa igual e só o último quadrado é novo.
Dá para usar o teclado em vez de tocar na tela?
Dá. As teclas 1 a 9 da fileira de cima são os quadrados, linha a linha a partir do canto superior esquerdo, como no teclado de um telefone, e as teclas do teclado numérico seguem a grade pela posição, com 7 8 9 na linha de cima. Uma tecla segurada conta um toque só. Dá para misturar toques e teclas na mesma rodada.
Por que um quadrado nunca acende duas vezes seguidas?
O mesmo quadrado duas vezes seguidas pareceria um único brilho longo com uma piscada no meio, e o teste viraria uma contagem de piscadas em vez de memória de posições. Um quadrado ainda pode voltar mais adiante na sequência, e nas sequências longas isso acontece com frequência.
Meu recorde fica salvo ou é enviado para algum lugar?
Só o seu maior tamanho de sequência para cada opção de vidas fica guardado, no armazenamento local deste navegador, neste aparelho. As sequências, os seus toques e os resultados nunca saem do aparelho, e não há ranking. Limpar os dados do site apaga o recorde, e uma janela anônima começa sem nenhum.